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sábado, 29 de junho de 2013

A poesia...




A poesia
dos poetas,
sim, poesia,
de vez em quando.
Caminho, por acaso,

sobre a terra,
de vez em quando?
Sou minha consciência
- com seus prodígios -,
de vez em quando?

Eu não respiro
de vez em quando.


Desenho e poema de David Rosenmann-Taub. Trata-se, o poema, de uma obra inédita em livro, escrita em 1936, quando o artista tinha oito ou nove anos. Vem a ilustrar - não simplesmente num sentido de servir de exemplo, mas de dar caráter e justificação poética - a declaração de Félix Guattari ao fim da conversa com Juan Luis Martínez, apresentada no post anterior: "Não sou eu [que tenho grande confiança na poesia e na linguagem], são as crianças, os apaixonados, os loucos, todos aqueles para quem a poesia é como o ar que se respira".

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dois poemas de David Rosenmann-Taub




"Meu encéfalo, minha nuca..."
"Totalidade, abre-te por um momento!"
Arrancou a peruca:
"Defino-me: fragmento"


*


"Tu, corpo: um inimigo?"
"Te desfazes."
Me deitei para lutar comigo:
triste morosidade. Levantei-me: "As pazes"


Do livro Auge (2007).




Desenho de David Rosenmann-Taub (1927).