Eu não
sou o vento nem a praia
nem a onda que berra
nem a mão que implora.
Eu
não sou nada:
nada além desta carteira de identidade
que até o mais ingênuo policial põe sob
suspeita.
Não o
digo por mim,
mas pelo retrato que de mim fizeram.
Poema de Armando Rubio Huidobro (1955-1980). Do livro póstumo Ciudadano (1983).
Com
esse post, o Otraversão encerra suas atividades neste 2013 e, para 2014, a
promessa é partir pra página impressa (seja livro, seja plaquete, seja revista)
e circular livremente por vossas mãos, olhos e peitos.
